É mesmo isso fazer exercício e ao mesmo tempo ajudar o ambiente... produzindo energia que pode ser usada para reduzir as contas de electricidade para... por exemplo, a iluminação pública. A ideia é muito interessante!!!
2013/10/26
2013/10/17
Vio.Me um exemplo Grego
Não se houve falar deste e de outros casos de soluções que desafiam a crise. Porquê?
Os trabalhadores de Vio.Me. (ou Bio.Me), uma fábrica de materiais de construção em Tesalónica, Grécia, que foi abandonada pelos donos, levam desde Maio de 2011 sem receber os ordenados. Por decisão da assembleia-geral de trabalhadores, decidiram ocupar a fábrica e operar sob controlo operário em democracia direta. Depois de um ano de luta, que despertou a atenção e a solidariedade em Grécia e no mundo, começaram a produzir a 12 de Fevereiro de 2013, depois de 3 dias de intensa mobilização.
Os trabalhadores de Vio.Me. (ou Bio.Me), uma fábrica de materiais de construção em Tesalónica, Grécia, que foi abandonada pelos donos, levam desde Maio de 2011 sem receber os ordenados. Por decisão da assembleia-geral de trabalhadores, decidiram ocupar a fábrica e operar sob controlo operário em democracia direta. Depois de um ano de luta, que despertou a atenção e a solidariedade em Grécia e no mundo, começaram a produzir a 12 de Fevereiro de 2013, depois de 3 dias de intensa mobilização.
2013/10/10
Um banco!!
Uma história interessante!!
* infelizmente não sei meter legendas nestas coisas. A tradução era útil, mas pode ser que algum banqueiro que saiba inglês veja isto...
2013/09/28
Berlim cai...
... na sua própria armadilha
No primeiro semestre de 2014, vai ser a Grécia a assumir a presidência rotativa da União Europeia. Um dos assuntos a enfrentar será a avaliação da situação económica dos Estados-membros. Há um país que pode ver-se em situação de desequilíbrio: a Alemanha... devido aos valores das exportações.
Passada a trégua das eleições, o
Governo alemão vai ter de encarar duas grandes questões europeias.
O resgate adicional à Grécia não
deve criar grandes dificuldades. Em compensação, por casualidade do
calendário europeu, a Grécia assume a presidência da União
Europeia no primeiro semestre de 2014 e celebra, no dia 24 de julho,
40 anos do fim da ditadura militar.
Como o Governo grego não tem a
credibilidade necessária para assumir um projeto económico para a
União, a sua presidência será sobretudo política. Atenas vai
reunir uma cimeira União Europeia – Balcãs Ocidentais, designada
“Salónica II”. O objetivo é a adoção de uma declaração
política que defina um prazo, “ambicioso, mas realista”, para a
conclusão do processo de adesão dos países dos Balcãs Ocidentais
à União Europeia.
A questão é, obviamente, decisiva a
nível regional para a Grécia: apesar de colada ao continente
europeu, só tem fronteiras terrestres com a União Europeia na
Bulgária. Permanece isolada a sudeste. A integração dos Balcãs
permitiria reequilibrar a Europa e consolidar a transição
democrática desses países. Mas a Alemanha não pode andar mais
tempo com o assunto às voltas. O seu Governo vai ter de explicar à
população a necessidade de, apesar dos riscos económicos, validar
o calendário de alargamento da União.
Um exame aprofundado
A segunda questão é muito mais
imediata. Desde a introdução do “six-pack” (as seis regras para
fortalecer o Pacto de Estabilidade Europeu), em finais de 2011, há
outros valores fundadores para o controlo tecnocrático da União, em
particular na zona euro. É o caso dos famosos 3% do produto interno
bruto (PIB) de limite para o défice das contas públicas e dos 60%
da dívida pública, inscritos no Tratado de Maastricht, e dos 0,5%
de défice estrutural incluídos no pacto fiscal.
Assim, todos os outonos, a Comissão
faz um diagnóstico dos desequilíbrios macroeconómicos nos países
da União, com base numa bateria... de onze indicadores! Para cada um
deles, é definida uma série de parâmetros; se o indicador estiver
fora do intervalo definido, constata-se o desequilíbrio. É bom que
se diga: estes intervalos, bem como os critérios de Maastricht, não
têm na base nenhuns pressupostos económicos sólidos.
Um primeiro exame determina, então,
quais os países em desequilíbrio. O agravamento desses
desequilíbrios pode, num segundo momento, desencadear um “exame
aprofundado”.
Em novembro de 2012, treze países da
União Europeia, incluindo a França e o Reino Unido foram declarados
em desequilíbrio
Em novembro de 2012, treze países da
União Europeia, incluindo a França e o Reino Unido foram declarados
em desequilíbrio. Mas, no relatório da primavera, naquilo que se
chama o “semestre europeu”, o desequilíbrio destes dois países
não foi considerado “excessivo”, ao contrário do da Espanha.
Ufa! É que os países com desequilíbrio “excessivo” devem
adotar as medidas corretivas propostas pela Comissão Europeia.
Na sequência de dois avisos, podem
sofrer uma alta penalização financeira, de 0,1% do PIB. Quanto aos
países em desequilíbrio não excessivo, são fortemente
incentivados a seguir as recomendações da Comissão.
Impossível distorcer os números
A Alemanha nunca foi declarada em
desequilíbrio, mas escapou por pouco. Porque um dos critérios é o
saldo da conta corrente externa: deve, numa média móvel de três
anos, não ficar em défice superior a 4% do PIB, mas também não
pode exceder os 6% do PIB.
Este segundo valor é, na verdade, uma
concessão à Alemanha, grande exportadora. Angela Merkel considerou
que a purga imposta aos países periféricos da Europa manteria o
saldo germânico abaixo dos 6%, um valor já bastante alto.
Assim, a Alemanha não seria acusada de
ser demasiado competitiva, ao ponto de desestabilizar a União, e
seriam os outros países a ser apontados como não suficientemente
competitivos: plasma-se aqui o discurso central da Comissão desde o
início da crise.
Mas eis que – catrapimba – a
Alemanha exporta cada vez mais! A decisão tomada foi para que se
“ajeitassem” os valores provisórios transmitidos ao Eurostat.
Milagre, a média móvel calculada pela Comissão no outono de 2012
foi de... 5,9%! A Alemanha não ficou, portanto, em desequilíbrio
macroeconómico... Logo os dados definitivos, publicados na primavera
de 2013, manifestam uma média de 6,1%. Mas já era tarde demais: o
semestre europeu tinha começado e a Alemanha estava já em campanha
eleitoral.
Tudo isto demonstra o absurdo de um
acompanhamento automático numérico
Tudo isto demonstra o absurdo de um
acompanhamento automático numérico: o diagnóstico pode ser
diferente quando se disponibilizam os dados finais. E o que acontece
se um país for sancionado com base em estatísticas que afinal se
prova estarem erradas?
Entretanto, os excedentes alemães
aumentaram. Já não é possível distorcer os números, que se vão
situar entre 6,4% e 6,6% do PIB, no período de 2010-2012. A Alemanha
foi, assim, apanhada na sua própria armadilha, tal como a Comissão
Europeia.
A ditadura dos números devia permitir
a imposição de reformas a quaisquer povos, com o argumento de haver
um bom aluno alemão. É difícil imaginar que gregos, franceses ou
espanhóis possam suportar, a poucos meses das eleições europeias,
um salvo-conduto para a Alemanha.
Philippe Askenazy - Traduzido por Ana Cardoso Pires
2013/09/24
Alternativas
Aqui fica parte da introdução do livro "A Crise, a Troika e as Alternativas Urgentes" (Edições Tinta da China).
“Como veremos
adiante, se é verdade que não faltam exemplos de má governação
no passado recente, as condições que conduziram à crise começaram
a avolumar-se há duas décadas, fruto da conjugação de uma
integração europeia disfuncional, de alterações significativas no
contexto global e de
fragilidades estruturais da economia e da sociedade portuguesas. Tais
condições foram agudizadas pela crise financeira internacional de
2008 -2009, cujos efeitos se fizeram sentir em diferentes países do
mundo, mas que afetaram de modo mais acentuado economias que
apresentavam à partida maiores fragilidades. Assim sendo, é difícil
sustentar que foram essencialmente os erros das governações
anteriores – que existiram e não devem deixar de ser apontados –
que nos conduziram à crise e ao recurso à assistência financeira
externa.
Quanto à ideia de que
andámos a viver acima das nossas possibilidades, simplesmente não
se aplica à grande maioria das famílias portuguesas. De facto, em
2010, cerca de 63 por cento das famílias não tinham qualquer dívida
aos bancos ou a outras instituições financeiras. A minoria que
acede ao crédito em Portugal tem por objetivo a aquisição de casa
própria (o crédito para consumo é residual), sendo quase sempre
caracterizada por condições socioeconómicas acima da média (como
é sabido, o acesso ao crédito é tipicamente dificultado
pelos bancos quando se trata de trabalhadores de baixos rendimentos
ou precários, estudantes, pensionistas, ou famílias monoparentais
ou com desempregados). A demonstração disso é que os níveis de
incumprimento no pagamento de empréstimos por parte das famílias
têm sido historicamente reduzidos (a taxa de incumprimento aumentou
para 6,6 por cento em 2012, um valor superior aos 4,4 por cento
registados em 2008, mas ainda assim modesto).
...
A combinação da
denúncia e da proposta constitui um elemento fundamental da
intervenção do Congresso Democrático das Alternativas, no seio do
qual surgiu o projeto do presente livro. O Congresso afirma-se hoje
como um movimento cívico de intervenção política não-partidária,
que reúne cidadãos de diferentes orientações políticas, com e
sem partido, visando a construção de denominadores comuns nas
opções de política pública e nos processos de ação coletiva que
fundamentem, dêem força e credibilizem alternativas políticas de
governação. A expectativa dos autores é que este livro contribua
ainda para gerar as convergências e a mobilização cívica
necessárias para resgatar Portugal para um futuro decente.”
* "A
Crise, a Troika e as Alternativas Urgentes" - Alexandre Abreu,
Hugo Mendes, João Rodrigues, José Guilherme Gusmão, Nuno Serra,
Nuno Teles, Pedro Delgado Alves, Ricardo Paes Mamede - (Edições
Tinta da China) - Em venda com a edição portuguesa do "Le Monde Diplomatique" de Setembro.
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